Casa NOVA - FisiOT



Não pude mais visitar o blog pois agora estou com um endereço próprio no grupo FisiOT. Nós temos agora um canal mais aberto para o diálogo e troca de experiências e informações. Periodicamente estarei postando alguns textos na página principal do FisiOT. Este é o link para o meu Blog.
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O primeiro texto que escrevi para o site aborda a questão das especializações em fisioterapia e como é importante a escolha que você faz ao final do seu curso. Afinal, ser ou não ser especialista, ter ou não ter mais de uma especialização? Estas questões são abordadas no meu último texto. Aproveitem.

Até mais, no nosso novo espaço.

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Entorse X Fraqueza no Quadril

corrida (1)

O aumento da prática de atividade física entre a população é um fator que contribui para a melhora da qualidade de vida. Mas a grande maioria dos indivíduos não procura auxílio profissional prévio a essas atividades. A ocorrência de lesões no tornozelo, o entorse em si, é bastante comum nas atividades de vida diária e na prática de esportes, sendo o mecanismo de entorse em inversão o mais comum.

Em artigos anteriores eu já citei como o membro inferior é um complexo sinérgico que trabalha na estabilização do membro durante o movimento e o desequilíbrio muscular nessa região acaba gerando quadros de dor, limitação do movimento entre outras coisas. Num artigo publicado na Journal of Athletic Training, Karen Friel et al demonstrou a fraqueza dos músculos abdutores do quadril após entorse em inversão no membro ipsilateral. Esses achados confirmam uma relação de dependência entre a musculatura proximal e distal do membro, assim como em outras pesquisas se tenta demonstrar a influência dos músculos do quadril na rotação da tíbia, tal pesquisa foi feita por Preece numa publicação no periódico Gait & Posture. Portanto, vários fatores tornam-se causas prováveis para as entorses do tornozelo, assim cabe aos profissionais de saúde identificar e “eliminar” os fatores de risco.

Importância Clínica

As pesquisas anteriormente citadas podem ser relacionadas com o valgo dinâmico de joelho já que a causa é uma fraqueza da musculatura do quadril. Então, esse é um ponto importantíssimo da avaliação que pode identificar um fator de risco claramente relacionado à entorse. Muitas vezes o tratamento fisioterapêutico tem como único foco o fortalecimento da musculatura inversora e eversora do pé, mas essa visão isolada do corpo deixa brecha para o principal fator causal continuar negligenciado. Assim, a avaliação do membro como um todo tem grande importância num desfecho mais favorável a longo prazo.

 

friel

Friel K, McLean N, Myers C, Caceres M.

J Athl Train. 2006 Jan-Mar;41(1):74-8.

PMID: 16619098 [PubMed]Free PMC Articl

preece

Gait Posture. 2008 May;27(4):616-21. Epub 2007 Sep 27.

Preece SJ, Graham-Smith P, Nester CJ, Howard D, Hermens H, Herrington L, Bowker P.

Blatchford Building, Fredrick Road Campus, University of Salford, Manchester, UK. s.preece@salford.ac.uk

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Tensão sobre os Ligamentos do Joelho

Confira o vídeo abaixo

Link para o blog

fisiotube

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Valgo Dinâmico de Joelho

F4.large Os movimentos realizados pelo corpo humano envolvem uma complexa harmonia sinérgica entre músculos, ligamentos e ossos. Qualquer análise de movimento articular ou ação muscular deve sair do foco específico, isolado, de uma pequena porção do corpo. A visão do organismo como uma máquina que possui diversas partes que se complementam, é a mais correta. O termo globalidade é empregado durante toda a formação acadêmica, de forma que ocorra o entendimento, a percepção de que o corpo trabalha em harmonia e não de forma isolada.

O valgo dinâmico do joelho é uma alteração biomecânica que envolve todo o membro inferior, causando diferentes problemas a curto e longo prazo. As suas causas variam do pé plano (causa rotação interna da tíbia e do fêmur) à fraqueza muscular dos rotadores externos do quadril (facilitando a adução e rotação interna do fêmur).

Veja as imagens abaixo extraídas de um artigo da JOSPT - Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy

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Valgus Knee

Vídeo da JOSPT 1

Vídeo da JOSPT 2

 

A identificação dessa alteração biomecânica é de grande importância na prevenção de lesões ligamentares, principalmente nos joelhos e tornozelos, entorses, fadigas musculares, entre outras alterações decorrentes desse quadro, como por exemplo, a Síndrome Fêmoro-patelar. A fraqueza dos músculos rotadores externos do quadril é a principal causa dessa alteração. A insuficiência desse grupo muscular causa a adução e rotação interna do membro inferior, medializando o joelho (causa da SFP). O pé plano é um outro fator que ajuda esse quadro, pois a pronação excessiva da articulação subtalar força uma adequação da tíbia, fazendo-a rodar internamente.

O mecanismo do valgo dinâmico sobrecarrega o membro inferior como um todo, e assim, facilita os entorses em eversão do tornozelo e lesões ligamentares do joelho por uma “simples” fraqueza dos músculos do quadril.

Toda a alteração biomecânica proveniente desse quadro exemplifica o termo globalidade, e mostra como o trabalho de prevenção de lesões é complexo e não se resume a um simples fortalecimento muscular local. A estabilização articular nem sempre começa pelo local afetado, ela vai além do que um simples olhar pode enxergar.

 

Confira os vídeos e imagens para um melhor entendimento

 

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Artigos sobre Canto Póstero-Lateral do Joelho

Reconstrução do Canto Póstero-lateral

Seguem os endereços de dois artigos relacionados ao Canto Póstero-lateral do joelho.

Link para artigo da RBO - Revista Brasileira de Ortopedia

Link para Tese de Mestrado da USP - Universidade de São Paulo

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Complexo Tornozelo/Pé - Parte I

by WikiA série de artigos abordará a anatomia, cinesiologia e biomecânica funcional.

Estrutura do Pé

É composto por 38 articulações e 26 ossos divididos em ossos do tarso (7), metatarso (5) e falanges (14).

Os ossos do tarso são pequenos e irregulares, assim como os do carpo, se articulando e sendo estabilizados através de ligamentos muito fortes e músculos que se ativam durante o movimento e a descarga de peso.

Estrutura do Tornozelo

O tornozelo é, também, conhecido como articulação talocrural composta pela superfície articular superior do tálus, articulação tibiofibular distal que forma uma pinça articular se encaixando com primazia no tálus, dando forma à articulação. A forma irregular do tálus e a sua influência na biomecânica articular serão abordadas mais a frente.

Art. tibiofibular

Articulações Importantes

A diversidade de estruturas no tornozelo/pé não depende apenas da sua harmonia, assim como no restante do nosso corpo, elas têm o seu pleno funcionamento relacionado às outras estruturas do membro inferior. A articulação subtalar, principal responsável pela pronação e supinação do pé infere no movimento, em conjunto, de outras estruturas como o calcâneo realizando eversão associado com a adução do tálus no movimento de pronação. Outra importante articulação acontece entre o navicular e o cuneiforme medial, às vezes pouco lembrada ela é muito importante na sustentação do arco longitudinal do pé. A contração do músculo tibial posterior aplica uma movimentação entre esses ossos e gera uma “trava” mecânica entre eles auxiliando na sustentação desse arco durante as atividades de marcha, salto ou apenas de sustentação de peso. Durante a marcha as articulações entre o cuneiforme medial e o primeiro metatarso, e a metatarso-falangiana tem grande importância durante o apoio simples e a fase de impulso.

A articulação do tornozelo é composta pela articulação tibiofibular distal formando a pinça articular que se encaixa no tálus. A movimentação desse complexo envolve a porção proximal da articulação tibiofibular, já que há uma movimentação da fíbula durante os movimentos do tornozelo. A partir desse ponto pode-se ter idéia da complexidade de movimentação do membro inferior.

Estabilizadores Mediais

Estabilizadores Mediais Passivos

O ligamento que suporta o compartimento medial é o ligamento deltóide que possui uma origem no maléolo tibial e várias inserções, assumindo o formato de leque. As suas inserções são nos ossos navicular , tálus e calcâneo, são eles: tibiotalar anterior e posterior, tibionavicular e tibiocalcâneo, que juntos formam o forte ligamento deltóide.

Estabilizadores Laterais Passivos

Os ligamentos laterais compreendem o talofibular anterior, talofibular posterior e o calcâneofibular. São importantes estabilizadores e sofrem tensão principalmente em situações de estresse no movimento de inversão. O talofibular anterior é o primeiro a ser recrutado durante o movimento de flexão plantar associado com a inversão do pé.

Estabilizadores Laterais

Estabilizadores Centrais

Compreendem a membrana interóssea, ligamentos tibiofibulares anterior e posterior, além da porção da cápsula anterior.

 

 

 

 

 

 

 

No próximo artigo a cinesiologia e biomecânica do complexo Tornozelo/Pé.

 

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